segunda-feira, junho 02, 2008

a P.

Oito meses depois de eu ter entrado para a empresa onde estava, entrou a P. Calhou ficarmos algum tempo no escritório as duas por esses meses e sentadas mesmo ao lado, pelo que a ouvia falar e desabafar de umas quantas coisas e pensava: “Esta rapariga é estranha, e reclama de tudo?!” Primeiro estranha-se, depois entranha-se, é o que se costuma dizer, e também neste caso foi verdade :o) A P., verdadeira mulher do Norte, entranhou-se mesmo, e tornou-se, apesar de sermos completamente diferentes, muito mais que uma colega. Almoços, jantares e várias actividades extra-trabalho (incluindo o aterrador salto de pára-quedas :op). E sempre à espera do relato da sua mais recente aventura, porque à P. tudo acontece. À P. e ao O., o seu namorado (feitos um para o outro, não há dúvida!): é o carro arrombado e como consequência só se poder entrar pela janela; são as chaves e carteira perdidas na areia algures numa praia do Algarve; é o carro avariado algures no meio de um deserto em Marrocos, ou à beira da fronteira com Espanha, ou simplesmente à porta de casa; é o chamar a polícia a garantir que o carro tinha sido roubado quando, afinal, depois de uns copitos, já não se lembravam bem onde o tinha guardado ;) etc etc etc… Com eles tudo é possível. Mas a sua boa disposição mantém-se e pode-se sempre contar com ela.

O O. é médico, especialista em radioterapia, e quando há cerca de 2 anos lhe ofereceram um excelente emprego em Faro, numa clínica que ia abrir lá, ele aceitou pois por cá trabalhava muito, em 2 locais, e ganhava muito mal. Lá se esperou para ver no que dava, e ao chegarem à conclusão que ele ia mesmo ter de ficar por lá, a P. passado ano e meio, apresentou a demissão para seguir rumo ao Algarve. Por coincidência foi no mesmo dia que eu, como no caso dela não era para ir para outro sítio, fez um acordo com a empresa para ficar até final de Maio, estando até lá 2 semanas no Algarve a trabalhar em remoto e outras 2 cá por cima. Com este acordo já a víamos bastante menos ultimamente (eu então, que já não estou na empresa…), mas a “despedida final” foi na passada 6ª feira. Se já assim sentia a falta da sua conversa, agora então…

Vai-me fazer falta, a P.

1 comments:

Buzas 2/6/08 23:22  

Estava a ler-te e a lembrar-me dos cartões multibanco esquecidos um pouco por todo o lado, das malas roubadas, dos aviões perdidos... enfim de tudo o que nos acontece a todos uma vez por outra, mas que à P. acontece sempre!
O habitual ar despreocupado e aéreo mas sempre atenta quando sabe que um de nós não está bem...

Já se sente a falta sim...
Lá teremos que ir almoçar a Grândola, que sempre é a meio caminho ;)

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