segunda-feira, dezembro 10, 2007

xx anos de circo de feras

Foi ontem que fui assistir ao espectáculo comemorativo dos 20 anos de um dos álbuns mais importantes do rock português: Circo de Feras dos (grandes) Xutos & Pontapés.

Já não há qualquer dúvida, mas quem vá pela primeira vez assistir a um concerto dos Xutos percebe logo porque continuam a atrair sempre multidões, fãs incondicionais. E para brindar a essas pessoas, muitas que começaram a conhecê-los exactamente através de músicas como "Contentores", "Circo de Feras" ou "Vida Malvada", e tal como prometido, não foi um mero concerto, foi um espectáculo diferente, com números de novo circo pelo meio, acrobacias aéreas, fogo, trampolins, tudo acompanhado pela melhor banda sonora.
Dizia o Zé Pedro no final que ficava lá mais uma semana se nós também continuássemos, e não havia dúvida que não arredariamos pé, sempre a segui-los.

Foi a primeira vez que fui ao Campo Pequeno, a sala é bastante acolhedora para um espectáculo desta natureza, sentimos como se tocassem quase só para nós. Mas não é muito confortável, o espaço entre os bancos e filas é bastante diminuto.

A semana passada a Rádio Comercial teve vários especiais com os Xutos, em que eles contaram de onde surgiram todas as músicas que compunham o álbum Circo de Feras. A história que mais me surpreendeu, que não sabia, foi a que se refere à canção que dá título ao álbum, e que muitos julgam ser uma canção de amor. Ora não é. A letra conta um dia que o Tim esperava o regresso do Zé Pedro e mais uns amigos que tinham ido a Espanha, e que lhe iam trazer uns ténis All Star que por cá ainda não havia. Nas longas horas que ficou "ao fundo da rua" à espera deles, lembrou-se desta letra:

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita
Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto

De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas

E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto


O fim do romantismo ;o) Mas os Xutos, esses, serão eternos.

(Foto: minha, com o telemóvel :))

2 comments:

Tânia 10/12/07 15:23  

Es verdad! Muito bom :)
Fui no sábado.

Ferncarvalho 11/12/07 14:56  

Estiveste lá!!?!?!??!?!?!!!!?
Eu tb!!!!!!!!!
MAs pelos vistos exactamente do lado oposto ao teu!!!
Vai ao meu blog e vê a foto! lol
Beijufas
Fernanda

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