segunda-feira, abril 21, 2008

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Eu não sou nenhuma maluquinha da reciclagem, mas acho que certas atitudes não nos dão trabalho nenhum. Lá em casa temos um caixote com divisória, para um dos espaços vai o lixo “normal” e para o outro o papel e plásticos, e os vidros ficam guardados no armário que esconde a caldeira até não haver outro remédio senão ir deitá-los ao vidrão :oP

Voltando ao “não sou maluquinha”, aqui no escritório há uns eco pontos simples, são 4 caixinhas que têm umas etiquetas coladas a dizer papel, embalagens, orgânicos e vidro. Ou seja, já está a papinha toda feita, é só abrir a tampa A em vez da B conforme o lixo que for. Ora pensam vocês que se alguém se dá ao trabalho de ir deitar lá o lixo, em vez de usarem e abusarem dos caixotes individuais – que cada pessoa tem, é para o colocarem nos sítios correctos, certo? Errado. Está sempre tudo completamente à balda. Ando a tomar umas ampolas desde a semana passada, e sempre que deito os restos de vidro no recipiente certo, está cheio de copos de plástico. Irrita-me tremendamente, porque se a pessoa levantou o traseiro da cadeira para ir deitar algo fora ali, porque é que não o fez no caixote indicado?!

Pode ser o meu mau feitio, ou então há malta que só à estalada!!!

7 comments:

Buzas 21/4/08 17:57  

Sim, há gente que ou é do contra ou é mto tapadinha... que não separe ainda consigo "justificar" agora que separe mal, que se dê ao trabalho de se levantar e depois troque tudo, não se entende, realmente.

Mas deixa-me que te diga que apesar da tuas boas intenções, ampolas não parecem fazer parte da lista de vidro a colocar no vidrão. Os motivos para estas exclusões, são maioritáriamente os que me levam a não acreditar na reciclagem tal como ela está montada em Portugal: só "deves" colocar nos ecopontos o que alguém paga á Sociedade Ponto Verde para reciclar, básicamente embalagens e não todas. um vidro de uma janela "normal" está excluído por exemplo.
Ou seja, o objectivo não é salvar o planeta, ou pelo menos retirar certos resíduos dos aterros comuns, mas manter um certo equilibrio financeiro... Boa vontade, só para o cidadão "final" :(

Flor 21/4/08 19:15  

Compreendo-te perfeitamente. A minha vizinha, que até me arranjou o caixote para o lixo reciclável, estavam a oferecer na câmara de Sintra, diz que não quer saber disso. Mistura tudo. Diz que paga os impostos para isso :(

fantasma 22/4/08 09:53  

Eu sabia que alguns vidros não "contavam", este caso específico nem tinha pensado. Eu sei que o objectivo de quem faz isto é financeiro, não salvar o planeta, mas sempre ajudamos um bocadinho pelo menos, não??

Flor, há muitas pessoas que pensam assim, infelizmente... Temos nós de fazer também por eles!

Cenoura 22/4/08 10:15  

Percebo-te perfeitamente. Na sala de professores da "minha" escola acontece exactamente a mesma coisa.
O Ecoponto é grande não deixa margem para dúvidas e a tampa é comum a todos por isso o trabalho é o mesmo... basta 'acertar' no balde certo: http://www.continente.pt/ProductDetailMain.aspx?productId=3733562&CategoryPath=4|408|Arrumao1&CategoryName=4&SubCategoryName=40804&PageIndex=1
Ainda assim há gente que enfim... Devem ser como as vizinhas... a funcionária que faça a separação

fantasma 22/4/08 10:22  

Aí então, que a tampa é a mesma... :oS

Buzas 22/4/08 10:37  

Claro que ajudamos, Fantasma.
Tudo o que pudermos fazer para ajudar, claro que deve ser feito.
A minha "questão" tem a ver com o sistema que está montado e não com o principio em si. Resultados como os que estamos agora a obter na reciclagem do vidro por exemplo, já se alcançavam há mais de 40 anos quando existia um sistema muito mais eficiente e que era o teres que pagar um depósito por cada garrafa que trazias para casa. 90% voltavam direitinhas á origem, sem ser preciso fazer "campanhas". E as que não voltavam era porque estavam a ter outra utilização qualquer. Lembro-me perfeitamente de quando até os boiões dos iogurtes eram devolvidos á mercearia.
Não dava era grande dinheiro a ganhar, ah isso não ...
Este sistema actual em que as empresas, desde que paguem á Ponto Verde lavam a consciência, em que esta mesma Sociedade Ponto Verde age pura e exclusivamente por motivos económicos, em que as camaras municipais fazem negócio com os resíduos recicláveis, em que as empresas que recolhem os residuos dos escritórios nascem como cogumelos, e que termina na "boa vontade" dos cidadãos , sinceramente não me convence.
Mas isto é uma antiga guerra minha , não ligues :)

Leonor Barros 22/4/08 19:09  

Entendo-te muito bem, lá na escola acontece de vez em quando. Já dei por mim a ter vontade de ir ao lixo para o (re)separar... o que também não é muito normal ;-)

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